Tem hora que certas coisas acontecem com a gente que não conseguimos explicar, e na nossa ânsia de dar um nome, um significado e um conceito para tudo, buscamos de todas as formas entender o que aconteceu. O problema é quando a gente falha.
Ah, aí sim a coisa complica, afinal somos ensinados a acreditar no que pode ser provado pela ciência. Muitas vezes duvidamos de nossos olhos, ouvidos e sentidos porque não somo capazes de achar uma explicação lógica para o que vimos, escutamos ou sentimos. Alguns céticos dirão que não passou do nosso cérebro nos enganando, pregando peças.
O fato é que alguns poucos não tão céticos assim, com o tempo aprendem a confiar em seus instintos. Porém, para chegarmos a esse ponto é necessário desenvolver nossa autoconfiança, autocrítica, e autonomia em relação aos julgamentos que receberemos quando decidirmos trilhar nosso caminho.
Não estou falando aqui de religião, mas sim de fé em nós mesmos. Nas nossas capacidades que não podemos entender, ver ou explicar, mas que sabemos que estão em nós.
Acredito que todos nós já passamos por um momento na vida que chamamos de coincidência, destino, e até mesmo de "hora certa, no lugar certo" ou "hora errada, no lugar errado". Eu já não acredito nessas coisas mais. A medida que certas coisas começaram a acontecer fui aperfeiçoando minha capacidade de distinguir o que é real e não posso explicar, do que de fato é irreal, mera ilusão, fruto da imaginação, e até mesmo de enganação própria ou de terceiros.
Não é fácil, muitas vezes é doloroso, mas eu sigo meu instinto cada vez mais porque desde que comecei a respeitar "minha energia" vivo mais do que sobrevivo. Não entendam errado, com isso não quero dizer que encontrei a felicidade plena, a paz, porque não é verdade. No entanto, posso dizer que sinto com mais intensidade tudo a minha volta, vou aprendendo a respeitar mais o outro, vou aprendendo a ser melhor para o outro,
Aceitar que essa parte de mim existe - ao invés de ignorá-la - e vivê-la com todas as suas consequências me ajuda a perceber que não existe o eu e o você, mas o nós, um todo completamente interligado que influencia cada parte por meio de uma cadeia de ações, e isso me estimula a procurar identificar e entender as ações boas para poder praticá-las, mas sobre elas já falei uns dias atrás. Hoje paro por aqui.
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